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Muito pelo contrário.

Post Rápido.

Sem pesquisar muito, só pescando algumas coisas reproduzidas por meus seguidos no Twitter nas últimas semanas, encontrei o seguinte:

  • Guilherme Chapiewski, da Globo.com, acha que o profissional tem que ser generalista. André Matarazzo, da Gringo, diz que é necessário ser especialista.
  • Para Emerson Calegaretti, do MySpace, os hotsites estão mortos e o que manda é aplicativo. Michel Lent, da Ogilvy Interactive, é fã de hotsites.
  • Em um evento recente, depois de um palestrante defender o uso consciente do Design em prol da Usabilidade, outro fez a apologia do Design arrojado como forma de causar impacto no usuário.

A verdade é que todos esses assuntos são complexos e talvez nem exista uma resposta 100% certa. Prefiro sempre analisar e tentar encontrar a melhor resposta caso a caso. Afinal, se nem a nata da internet brasileira consegue chegar a um acordo, quem sou eu pra sair ditando regra por aí?

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A Revolução Mobile

Quem precisa de celular com acesso à Internet, 3G, bluetooth, aplicativos…? O mega-premium do conteúdo mobile chega via SMS mesmo:

JoanaPrado

Mobile Marketing. Não deixe esse poder cair em mãos erradas.

*Imagem enviada pelo @mimConan no Twitter

Prêmio Mearim #2

Mais um candidato ao troféu Mearim. Um legítimo representante brasileiro no Oscar da propaganda de qualidade duvidosa.

É o Festival de Cannes inspirando os nossos publicitários. Imagina como vai ser quando exibirem os vencedores do Wave Festival.

*via @gustavoramos no Twitter.

Novas métricas para uma nova comunicação.

frog2Aconteceu ontem (20/05), no auditório da ESPM,  mais um Web Analytics Wednesday. Evento dedicado a discussões sobre métricas e networking entre profissionais da web. Como era de se esperar, show de apresentação do Roberto Cassano, da Frog. Algumas das frases e idéias marcantes da palestra:

  • “E se o cara puder clicar nesse retângulo e ir para o meu site?” – Citando um empresário, durante o duro começo da internet brasileira. Esse retângulo era o banner.
  • “0,5% nunca será um bom resultado.” – Citando o Michel Lent, que já em 2001 alertava para a baixa efetividade dos banners, segundo as métricas tradicionais da web.
  • “Quantos cliques teve o comercial do primeiro Valisère?” – Zero clique, décadas de recall.
  • Hoje, muitas pessoas assistem TV e usam o computador ao mesmo tempo. Essas pessoas não estão prestando atenção à programação, imagina se estão vendo os comerciais.
  • Muitas boas idéias são deixadas de lado porque foram avaliadas segundo as métricas erradas.
  • Errado é inventar números, não é errado estabelecer novas métricas.
  • Se uma marca está sendo mal falada nas redes sociais, essa pode ser a melhor hora para ela entrar na rede social.
  • O perfil corporativo tem sua função. Nem sempre será preciso, ou mesmo indicado, humanizar demais esse contato.

Teve mais, e a palestra foi filmada, se liberarem o vídeo eu mostro aqui. Faltou um wi-fi para poder twittar essas coisas na hora. Faltou também o tal networking já que o Devassa, onde estava marcado o chope oficial,  já estava fechando no final da Palestra. Na próxima, todo mundo pro quiosque da Brahma ali no Menezes Cortes, onde aliás o chope é mais gostoso.

Prêmio Mearim de Propaganda

Todo ano, milhares de publicitários têm suas boas idéias recompensadas com um prêmio. Um reconhecimento merecido, venha ele de Cannes ou do Festival de Publicidade de Iguabinha.

Mas e a multidão de anônimos publicitários vítimas de prazos curtos, orçamentos baixos e clientes sem noção? Eles também merecem o reconhecimento por sua heróica resistência.

É por isso que o Blog Com Pimenta lança o Premio Mearim de Propaganda. Um prêmio dedicado aos anúncios mais WTF vergonha alheia do mundo.

De vez em quando vou lançando aqui o short list e no fim do ano a gente elege o vencedor do Grand Mearim. Com vocês o selecionado de hoje:

*Essa dica veio pelo Twitter. Desculpe mas eu não lembro quem mandou.

Uma noite muito louca onde tudo pode acontecer.

Tente reconhecer sobre qual série de TV trata a sinopse abaixo:

“É a estória de jovens adultos que vivem descobrindo novos caminhos e pessoas para seus mundos e conservam fortes antigas amizades.

Tempooooooo………………….. Essa é a sinopse do Sony Entertainment Television para Beverly Hills 90210 – a clássica Barrados no Baile(!). Tá certo que raramente as sinopses de qualquer canal da NET refletem o que está sendo exibido, mas dessa vez pegaram pesado, não?

Obrigado, Sony, pela inspiração para o post de hoje. A seguir Escrevi algumas

SINOPSES SONY STILE PARA GRANDES SUCESSOS DO CINEMA:

Na companhia de um irmão encrenqueiro, um jovem muito esperto vai viver grandes aventuras em um estranho país até conquistar o que procura: um prêmio milionário e o amor de sua vida.
Quem Quer Ser Um Milionário

Um homem amargurado passa os dias perambulando pela cidade com seu cão e as noites trancado em casa assitindo a filmes antigos, até que encontra uma linda mulher que vai mostrar a ele uma razão para continuar lutando.
Eu Sou a Lenda

Estrangeiro viaja a Nova Iorque para cumprir uma promessa que fez a seu pai. Agora ele precisa vencer o preconceito da sociedade e superar inesperados obstáculos se quiser cumprir sua missão.
O Terminal

Um pai relapso precisa cruzar o país na companhia dos filhos e as dificuldades do caminho podem levar a relação dessa família a um novo patamar.
Guerra dos Mundos

Depois de aprontar altas confusões no quartel, um baixinho invocado e seu melhor amigo resolvem entrar para uma turma muito louca e viver grandes aventuras em uma cidade onde tudo pode acontecer.
Tropa de Elite

É como dizia aquele lendário comercial da Folha de SP, feito pela W: É possível falar um monte de mentiras dizendo só a verdade.

Mande você também sua sinopse.

A minha crise é mais crítica que a sua.

Este texto é uma reflexão que eu fiz depois de ler o post do Neto (Diretor da Bullet) no Coxa Creme. Aliás, recomedo que você leia lá primeiro.

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A crise de crédito mundial pode até chamar mais a atenção, mas logo ela passa e o mercado financeiro volta à mesma picaretagem de  sempre. A nossa é mais antiga e pode mudar a cara do nosso mercado para sempre.

A briga por tostões anda feia em todos os negócios sustentados pela publicidade.  A mutiplicidade de hábitos de consumo e de meios de comunicação tem levado à pulverização dos investimentos: investe-se mais em serviços, Mkt Direto e PDV, por exemplo, e o pouco que sobra para a publicidade ainda tem que ser dividido entre diversos meios. Acho que esse é um movimento irreversível, as pessoas vão se diferenciar cada vez mais, as ofertas para essas pessoas também. Por conta disso, o mercado vai sofrer um ajuste, com os grandes players encolhendo, muitos médios desaparecendo e os pequenos se proliferando.

De forma mais ou menos rápida, isso vai acontecer com a Internet também. O modelo de portais/broadcasts importado dos meios tradicionais não tem como se sustentar por muito tempo, na medida em que tende a existir tanta oferta fora deles – muito mais do que eles terão capacidade de cooptar. Os valores dos espaços publicitários e das próprias coorporações terão que se ajustar à realidade. Novos sites não poderão ser comprados por US$1,6bi sem antes provarem que podem dar lucro equivalente (se isso acontecer com o Twitter será mais um tiro no pé da lucratividade).

Ainda assim acho que a situação da Internet é a menos dramática por alguns motivos:
     – A caminhada dos anunciantes para a Internet é irreversível, porque a caminhada dos consumidores para a Internet é irreversivel (o que não quer dizer que a quantia investida no Terra, por exemplo, vai aumentar, mas o total dividido entre os veículos da Internet certamente vai).
     – A internet oferece possibilidades tecnológicas valiosas que nenhum outro meio oferece: formas cada vez mais precisas de se direcionar uma mensagem e de medir sua eficiência.
     – Temos menos a perder por ser um mercado estabelecido a menos tempo.
 
Por sua própria natureza, a Internet cresceu de forma desordenada. É natural também que ajutes sejam feitos até que se encontre uma forma definitiva (ou, ao menos, duradoura) de operar nela de forma lucrativa. Algumas conquistas vão ficar, outras serão ajustadas e outras abandonadas. A publicidade por link patrocinado, por exemplo, tem crescido demais. Os banners, não acredito que acabem, mas acho que passarão a ser melhor utilizados, substituindo a abundãncia atual pela possibilidade de se qualificar melhor, por login ou IP, o público a ser atingido.

Essa é uma perspectiva mundial, mas no Brasil, se você considerar que ainda tem muita classe C pra se conectar, todo um contingente de novos usuários sem saber direito para onde apontar o mouse, acho que os portais ainda tendem a nortear a Internet por mais tempo do que deveriam.
 
E pra sobreviver em meio a essa crise? Acho que além de ajustar seu tamanho à realidade, a empresa precisa encontrar uma forma de ser A melhor. Sempre vai haver mercado para os melhores, o que não vai haver são os mesmos lucros.


Del.icio.us

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