Um Post Enorme Sobre Buenos Aires.

Depois de 6 anos consegui tirar férias e fui comemorar esse momento histórico em Buenos Aires. A cidade se tornou a Búzios dos brasileiros depois da crise de 2001, da qual o país até hoje não se recuperou, e era mais fácil encontrar brasileiros do que alfajor por lá no último feriado de finados.

Fiquei alguns dias além do feriado junto com a Renata, a senhora Pimentel. No início, achei Buenos Aires muito parecida com o Rio de Janeiro, principalmente o centro da cidade com suas ruas e prédios históricos. E realmente são parecidas, afinal são duas metrópoles, mas acabei conseguindo perceber e curtir as diferenças, que não são poucas, basta ver o tamanho do post.

A seguir, as MENTIRAS E (MINHAS) VERDADES SOBRE BUENOS AIRES.

Buenos Aires é toda fofinha e dá pra fazer tudo andando – Falso e Falso.

Esse papo de “cidade fofinha” foi uma amiga empolgada que falou (não é, Marcelinha?). Como toda metrópole, Buenos Aires tem seu lado feio, estressante, barulhento e poluído. O centro da cidade é igualzinho ao centro do Rio.

Em contrapartida tem alguns lugares, digamos, “fofinhos” sim. Afinal, cada cidade tem o Pão de Açúcar que lhe cabe. Vamos a uma geral sobre alguns bairros e programas que dizem ser obrigatórios na cidade.

La Boca – É onde fica o campo do Boca Juniors, claro. Dizem que é o bairro mais perigoso da cidade. Fui até lá andando desde o centro e me arrependi. Não pela vizinhança, que não assusta quem conhece o subúrbio carioca, mas pela mais de uma hora caminhando em meio a ruas poluídas pra caramba.

Mas La Bombonera é programa obrigatório para quem curte futebol. Faça a visita guiada para conhecer o museu com todas as glórias boquenses, entrar no estádio, pisar num cantinho do gramado e conhecer as dependências. Fiz essa visita com mais um monte de brasileiros e tinha uns tiozinhos que alugaram o campo jogando uma pelada bem naquela hora. Pra que né?

El Caminito – Em La Boca também fica aquela rua famosa com as casas coloridas. Tem uma associação de artistas populares que mantém uma galera pintando e, claro, vendendo por lá. Tem um monte de restaurantes, com shows de tango rolando na porta, mas resista: foi a pior refeição da semana. A comida e tudo mais no Caminito parecem meio artificiais, coisas para turista ver, mas é aquilo… se você não for lá, ninguém vai acreditar que você esteve em Buenos Aires.

Recoleta – É onde fica o cemitério mais famoso da América Latina. Ter um cemitério como ponto turístico parece estranho. E é. Principalmente quando passa um cortejo fúnebre para um lado e turistas brasileiros gargalhando para o outro. Tivemos “sorte” de encontrar o túmulo da Evita seguindo um grupo que fazia uma visita guiada pelo local e depois saí rapidinho de lá.

Mas o bairro da Recoleta é realmente muito simpático. Tem praças enormes com gramados onde o povo adora passar o tempo, tem a Floralis Genérica, uma escultura em forma de flor gigante bonitona, e tem o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)

Museus – Tem vários museus na cidade. Os mais famosos são o MALBA, que eu deixei para a próxima, e o imperdível, você tem que ir, o último a chegar é otário, MNBA. Li em algum dos muitos folhetos que peguei na viagem que eles têm a maior coleção da América Latina. Você não paga NADA e tem uma aula prática de história da arte com direito a obras de Monet, Van Gogh, Rodin, Picasso, Jackson Pollock entre muitos outros.

Palermo – Dizem que tem bosques e um zoológico bacanas, mas não tive tempo de ir lá durante o dia. É um dos bairros mais chiques, logo mais caros, da cidade, com muitas opções de restaurantes, bares e noitadas. É onde ficam o Minga, Podestá e Lele de Troya, que serão tratados mais à frente.

Porto Madero – É o bairro mais jovem de Buenos Aires (está completando 20 anos). Parece que pegaram um velho porto, deram uma tratada, botaram uma ponte design style, uma universidade, árvores, banquinhos, um monte de restaurantes e ele virou um dos lugares mais agradáveis da cidade. Tem um Cassino por lá, mas eu, como bom pobre, não entrei. E tem um Freddo, e o Freddo, meu camarada, é a melhor coisa que os argentinos fizeram depois da Larissa Riquelme. Tratemos dele em seu devido tempo.

Passeio pelo Delta do Tigre – Um monte de gente fala desse negócio, eu achei a maior FURADA. Não percamos tempo com isso, então (se alguém quiser detalhes, fala e eu comento depois).

Para se locomover em Buenos Aires, ande muito sim, porque essa é a melhor maneira de conhecer qualquer lugar. Mas você também vai precisar apelar para ônibus (que eu confesso que não encarei, mas tem muito), metrô (são várias linhas que cobrem bem a cidade, custa 1,10 Pesos, mas é bem largadinho) ou taxi, que é bem mais barato que o nosso.

Buenos Aires tem ótimos cafés e restaurantes – Verdade, mas convenhamos, com dinheiro você come bem em qualquer metrópole.

A diferença é que dá pra comer bem em BsAs, em restaurantes de alto nível, pagando relativamente pouco. Mas atenção, seu gordo, quase não se vê arroz por lá e acho que nem existe a palavra “feijão” em castelhano. Onde comemos:

Café Tortoni Lindo, clássico, com mais de150 anos de cultura argentina nas paredes. É uma tradição tomar café da manhã no Tortoni, por isso fica lotado de gringos a partir das 10h30. Mas não espere frutas, geléias e queijos à vontade, a crise deve ter afetado o cardápio. Ainda assim vale a pena.

Não só a noite começa tarde. O café da manhã no Tortoni só "anima" lá pelas 11h.

DesnivelO lugar perfeito para almoçar no dia da feira de San Telmo. Fica na própria Defensa, tem uns PFs de alto nível e Quilmes de litro. Aprovamos o prato do dia com carne de porco (cerdo) e o frango (pollo) com creme de espinafre. Bem servidos e saborosos.

La Parolaccia – Na revitalizada região de Porto Madeiro tem muitos restaurantes, um ao lado do outro. Almoçamos nesse especializado em cozinha italiana. Maior climão agradável de meio da tarde na varanda do restaurante, em frente ao grande deck que é Porto Madeiro. Lasanha aprovadíssima e depois também tem um Freddo ali ao lado.

Lele de Troya Pitoresco como o nome. É uma casa em Palermo, com vários ambientes coloridos com poltronas e mesas para você comer como se estivesse na sala de casa. A comida é boa e pedi um cerdo agridoce que estava muito bom. Mas amigos comentaram sobre porções pequenas lá.

L`Ecole – Como o nome sugere, pertence a uma escola de culinária. Fica na Recoleta, tem menus fechados para almoço e outros para jantar que incluem entrada, prato principal, sobremesa e taça de vinho com preço camarada, com opções criativas e muito saborosas. Mas dispense a sobremesa porque também tem Freddo pertinho (aliás, presente dos deuses argentinos, tem sempre um Freddo por perto).

Freddo –  Como a Larissa Riquelme não é argentina, o Freddo é mesmo a melhor coisa que eles fizeram.

Puta que pariu, é o melhor sorvete do Brasil. O de dulce de leche é obrigatório. Tem também umas 9 variedades de chocolate. Existem muitos Freddo espalhados pela cidade, você pode tomar sorvete sentado no Porto Madero ou nos gramados da Recoleta, o que deixa o negócio ainda melhor. A casquinha com 2 sabores sai por 19,00 Pesos (uns 10,00 Reais). Compre um Trifredo Argentino e morra feliz. Ou pode gastar todo o seu abono de férias em Freddo de Doce de Leite porque vale a pena.

Cruzamento da Rua Costa Rica com Malabia – É uma esquina de Palermo cheia de barzinhos. A Ciana, uma amiga que mora na cidade, nos levou para comer e papear no Minga. Um ambiente mudernoso, com empanada de carne e saladas muito boas, mas é um pouco mais caro em relação ao resto da cidade. Na verdade, tudo em Palermo é um pouco mais caro.

San Telmo é a Lapa de Buenos AiresMeio falso.

A noite da Lapa é só da Lapa, não vi nada parecido por lá. O bairro de San Telmo só é legal no domingo, quando rola a Feira de San Telmo na rua Defensa. Aí sim, fica muito parecido com a feira da Rua do Lavradio, só que bem maior. Uma feira de artesanato e outras tranqueiras com um clima muito legal. Nesse dia, almoce no Desnivel e as meninas devem curtir a Mercadilho, uma lojinha que reúne grifes modernosas, estilo Mercado Mundo Mix.

A noite de Buenos Aires bomba Verdade, mas convenhamos, a noite de qualquer metrópole bomba para quem tem grana para aproveitar.

Outra grande verdade é que a coisa começa tarde e só esquenta lá pelas 2h da manhã. Curtimos pouco a noite de BsAs, mas dá para indicar algumas coisas:

The KilkennyFica no cruzamento da Rua Marcelo T com Reconquista, perto do centro. Lá tem vários barzinhos com mesa na calçada e uns pubs que você pode entrar de graça e sair se não gostar. Alguns tem pista de dança e clima de pegação frenética. O The Kilkenny foi indicação de uns argentinos. Entramos pouco depois de meia noite, o clima era de fim de happy hour e um DJ mandava ótimo rock`n roll. Passava de 1h30, mas em vez de esvaziar o pub só enchia e de repente uma banda começou a mandar covers de Roling Stones, Led Zepeling e outros clássicos. O Kilkenny tem bons petiscos, boa cerveja pale ale e som desse nível aí ó:

Podestá: Nossa amiga Ciana comemorou o aniversário nesse lugar que é uma espécie de galpão em Palermo. Tem 2 andares que se revezam tocando rock e coisas eletrônicas dançantes e você não paga para entrar até 1h. O clima é de pegação frenética desenfreada com a galera se drogando no banheiro e se largando na pista (é legal ver o povo se divertir em vez daquela coisa sem graça das nossas boates de patricinhas).

E em Buenos Aires não é proibido fumar em lugares fechados. Se quiser curtir a noite, vai ter que aguentar a poluição nas roupas e no pulmão.

Dá pra se acabar de fazer compras em Buenos Aires – Caô brabo.

Pode tirar su cavalito de la lluvia. Eletrônicos, roupas e tênis de marca custam praticamente o mesmo que no Brasil. Têm roupinhas mais baratas em umas lojinhas desconhecidas, principalmente coisas femininas, mas se você não compra suas roupas em uma loja qualquer na Rua Uruguaiana, também não vai querer tirar onda comprando em uma lojinha qualquer da Rua Florida (ou vai, sei lá).

Se quiser insistir, as meninas locais nos recomendaram lojas legais na Rua Santa Fé (na Recoleta). Nos indicaram também uns outlets na Av Córdoba mas um casal que conhecemos no hostel foi lá e não viu nada demais, nós preferimos nem arriscar.

Já a Rua Florida (no Centro) é uma mistura de Uruguaiana com largo da carioca. Muita gente, muitas lojas, muitos camelôs e muita gente fazendo graça. Vi um barbudo de cinta-liga tocando violão, uma tiazinha enrugada anunciando sex shop, um cara dançando tango com uma boneca e, o melhor, algumas bandas fazendo som no meio da rua. E não era tango não. Uma banda de reggae e duas de rock. Registrei esse duelo de guitarras:

Todo brasileiro fala espanhol fluente – Verdad.

As duas línguas são parecidas demais e quando não usam alguma palavra obviamente identificável, podem usar outra conhecida, mas menos usual. Por exemplo: “jantar” é “cena” (vem de ceia) e “perto” é “cerca” (cerca de,,,). Claro que tem algumas palavras diferentes, mas com esse vocabulário básico você se vira:

Cerveja = Cerveza

Onde fica a rua tal? = Donde está lá calle tal?

Onde é a nigth? = Donde están las chicas?

Mas relaxe, os argentinos estão acostumados a receber brasileiros e vocês vão se entender. Abla, hermano, abla que io te escucho.

Portenhos são modernos, portenhos são espertos, portenhos não gostam de sinal fechadoVerdade, verdade, verdade.

Foi quando eu comecei a observar o povo argentino, principalmente o pessoal mais jovem, que a cidade me ganhou. Essa galera sabe se divertir. Eles saem pelas ruas fantasiados no Halloween, esticam o happy hour até emendar com a madrugada, não têm medo de dançar nas boates e, durante o dia, sabem como ninguém aproveitar suas praças e gramados. Enquanto nós ficamos nos preocupando com “o que os outros vão pensar”, os espertos portenhos abrem suas marmitas e se reúnem à sombra para papear durante o horário almoço. Quem pode passa a tarde deitado nos gramados lendo, namorando ou apenas dormindo. Coisa inspiradora de se ver.

Um sinal claro de modernidade: tem wi-fi grátis na cidade inteira. Em quase todo café, no Freddo, nos muitos Starbucks e em várias lojas tem wi-fi e, às vezes, você consegue pegar um sinal aberto até no meio de uma praça. Os portenhos estão super conectados e é muito comum ver chamadas do tipo “seja fã no Facebook” ou “siga no Twitter”.

Mas moderna mesmo é a Galeria Bond Street, fica na altura do 1600 da Av. Santa Fé. São 3 andares dedicados a tatuagens e piercings, com algumas lojas de roupas maneiras.Comprei uma camisa e a Renata está apaixonada pelo vestido que ganhou de lá.

Moderninhos: algumas praças de BsAs têm Facebook.

E o lance do sinal fechado: Eu vi gente buzinando na fila do pedágio. O trânsito da cidade é uma loucura. A tensão está em cada cruzamento. A maior parte da frota não tem ar condicionado e acho que isso deixa os motoristas mais nervosos.

Argentinos são politizados – Verdade.

Pelo menos na capital do pais. Na onda da morte do Kirshner, havia muitos cartazes e pixações glorificando o falecido e apoiando a presidente viúva. Uma argentina que conheci me disse que eram plantadas pelo partido do governo e que o Kirshner não era unanimidade, que muita gente o odiava, mas o importante é que todo mundo parece ter uma opinião. A favor ou contrária. Registre-se que o ex-presidente escolheu morrer bem no ano em que comemoram o bicentenário da Revolução de Maio, o que certamente contribuiu para aumentar o drama.

Vi também muitas pixações pedindo educação, justiça social e protestos de bancários e professores, sem contar a greve dos pilotos que quase complicou minha volta.

O turismo político também é super importante para a cidade e tem alguns marcos que você não pode deixar de ver. São todos próximos, então tire uma manhã se você só quiser fotografar, ou um dia inteiro se quiser fazer visitas guiadas:

Praça de Maio – O coração político da cidade e do pais. onde aconteceram grandes manifestações e se reúnem as Mães da Praça de Maio, às quintas. Mas não é um lugar legal pra ficar muito tempo não. Muito movimento de gente, carros, ônibus, enfim, não esqueça que você está de férias, mas a cidade não. Em torno da praça, tem algumas construções faraônicas como o Banco Nación, a Catedral Metropolitana e a própria Casa Rosada.

Casa Rosada – Ê o famoso palácio de governo Argentino. Muito bonito. Aos domingos tem visitas guiadas (me falaram que às quartas também).

Em frente à Casa Rosada: BsAs é grandiosa, mas me ganhou mesmo foi nos detalhes.

Cabildo – Outra das construções próximas à Praça de Maio. O Cabildo era a sede da vida política na época colonial e foi cenário da revolução que libertou o país. Hoje é um museu.

Obelisco – A poucos minutos caminhando da Praça de Maio, você chega ao famoso Obelisco de Buenos Aires. El pirocon é realmente enorme e fica todo iluminado à noite. O roliço monumento foi erguido para comemorar os 400 anos de fundação da cidade, bem no lugar onde, reza a lenda, foi hasteada a primeira bandeira Argentina.

A base da alimentação no país é alfajor e churrasco –  Verdade e Verdade.

Alfajor tem em qualquer lugar, no metrô, no mercado, nos kioscos (birosquinhas que tem aos montes por lá)… e de todos os tipos. Duplos, triplos, com castanha, com açúcar, com goiabada e por aí vai. Parece que o mais consumido é o afajor Jorgito, mas o mais tradicional e mais gostoso de todos é o Havana. Tem lojas da Havana espalhadas pela cidade, o problema é que custam 3 vezes mais que a maioria. Ainda assim são os mais indicados para trazer e presentear. Vocês não vai presentear sua tia com um negocio chamado Jorgito né?

Churrasco também tem muito, mas não vi a famosa picanha argentina. O que se come lá é o que chamam de assado, que parece muito nosso churrasco de alcatra, mas cortado em grandes cubos. A linguiça eles chamam de choriço e é bem saborosa, se desmancha na boca. Sem cerimônia, cai de boca na linguiça argentina, malandrão.

Na Argentina só toca TangoFalso, pero no mucho.

A cidade é sim repleta de atrações e referências ligadas ao tango. Você fica se perguntando até que ponto aquilo tudo é cena para turista e deve ter muito disso mesmo. Em todo caso, é um programa legal para casais ou famílias comprar um pacote que inclui jantar e show. Tem inúmeras opções. Com a ajuda do pessoal do hostel, escolhemos o Complejo Tango, que inclui uma aulinha prática de tango antes do jantar. Aula divertida, jantar bem feitinho e o show contando a história do tango que foi aplaudido de pé por uns gringos empolgados pelo vinho, que é liberado nesse pacote. Tudo pela não muito módica quantia de 450 pesos para 2 personas.

Mas o que se houve como música ambiente nos lugares mais arrumadinhos é uma mistura de tango com música eletrônica. Nas lojas, toca muita música pop e até rock, mas é no taxi que você descobre que a música mais executada do pais é (Atenção. Alerta de música que gruda na cabeça): o sucesso do Pânico na TV, a música de uma palavra só, “PÃ-PANAMERICANNNNO”.

CONCLUSÃO

Buenos Aires é muito bacana. Principalmente se você vai sem correria, podendo passar horas nas áreas mais sossegadas da cidade, ou se você é solteiro e pode passar horas nas áreas menos sossegadas da cidade.

Conhecer novos lugares, culturas, pessoas é sempre uma experiência enriquecedora e se a Buenos Aires Experience está bem acessível aos brasileiros, é um destino de férias, ou mesmo de feriados, que merece atenção. Só o que me incomoda é gente que supervaloriza o que é de fora e não percebe que a gente tem tudo isso em casa. Buenos Aires é como toda metrópole: tem uma história rica, um centro agitado, bairros ricos, bairros pobres, oasis naturais, muitas opções de divertimento, muita gente e bizarrices. Mas não tem praia. E é por isso que eu disse e repito que “com dinheiro e com tempo, nada bate o Rio de Janeiro” (é aí que eu me ferro porque minhas férias estão acabando e deixei todo meu dinheiro em Buenos Aires).

Agradecimentos especiais às dicas da Marcela Leone, do Leandro Dupin, da @Raqzzz e à recepção amiga da Ciana. Sem vocês esse post seria bem mais curto (pronto, joguei a culpa em alguém).

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7 Responses to “Um Post Enorme Sobre Buenos Aires.”


  1. 1 Marcelinha 10/11/2010 às 17:06

    Gatchones,
    Dá pra andar e fazer tudo a pé, sim, senhor!
    Mas óbvio que depende do tempo e dos seus objetivos.
    Fiquei mais de dez dias por lá. Por isso, peguei apenas dois táxis e ônibus uma só vez.
    A vantagem de ir com tempo (e disposição pra caminhar -rs) é que vc acaba se perdendo no lifestyle dos argentinos e isso é muito legal. Vi tds os pontos turisticos, mas investi um bom tempo em caminhadas pelas ruas mais gostosas, mais estranhas, mais animadas e por ai vai. Lembro que foi assim que encontrei um museu incrível e uma catedral russa belíssima em San telmo e museu sobre indumentária lá pelo centrão.
    Tudo é relativo, ne?
    Ah e sobre Tigres, já ouvi dizer que era passeio furado, mesmo.
    Eu não fiz, mas fiquei triste por não ter ido à Colônia de Sacramento.

    Que bom que vcs foram pra la!
    Dps mostra as fotos.
    Bjos

  2. 2 Bruno Pimentel 12/11/2010 às 01:02

    Andar é bom mesmo, mas onde você ficou lá? Fiquei em San Telmo e é meio longe de Palermo, por exemplo.

    Fotos, ainda falta subir algumas mas já estão quase todas aqui http://picasaweb.google.com/renatafas/BuenosAires112010#

  3. 3 clarissa 07/12/2010 às 17:02

    Nossa! Que antipático esse teu post. O tempo todo fazendo comparaçoes como Rio. Qual teu problema? Relaxa Bebê!

  4. 4 Cristiane 05/01/2011 às 13:37

    Conheço Buenos Aires com a palma da mão, vou todos anos e, sinceramente, acho que você foi muito infeliz neste seu post, típico de quem nem sequer se deu ao trabalho de pesquisar o que iria fazer antes de viajar. Lamentável.
    Para Buenos Aires, ficam as dicas fundamentais para qualquer turista:
    1 – Na Rua Florida é imperdível fotografar as antigas galerias e afrescos do teto do Shoping Galerias Pacífico. Ao final da Rua Florida está a Praça San Martin e lá dentro o museu de armas (com armaduras da época medieval e tudo).
    2 – O Café Tortoni é a grande sensação mesmo, seu show de tango no Salão La Bodega custa 100 pesos por pessoa e é incrível, afinal eles são a famosa “Academia Nacional do Tango”. É espetacular.
    3 – Na região de Palermo está o Parque 3 de Febrero (um espécie de Central Park) e lá dentro estão os imperdíveis: Jardim Zoológico (onde vc pode interagir com os animais), Jardim Japonês (tudo de bom, muito lindo mesmo)e o Jardim Botânico. Mais ao final da rua está o Malba (show de museu).
    4 – Na Recoleta temos o MNBA (IMPERDÍVEL e com entrada grátis), o Centro Cultural Recoleta, a flor de metal, o Museu Participativo de Ciências, a Igreja N Sra do Pillar (a mais antiga da Argentina) e o clássico das empanadas El San Juanito
    5 – O Teatro Colón (que vc nem citou) é merecidamente o melhor teatro para orquestras, óperas e ballet do mundo (agora então depois da obra, deixa o nosso Teatro Municipal do Rio no chinelo – e não adianta reclamar, pois o nosso Teatro Municipal nem brasileiro é – para quem não sabe nosso teatro é uma réplica de um teatro europeu, e isso mesmo: nos anos 30 ganhamos o direito de copiar um dos maiores teatros europeus, mas isso é papo pra outra hora).
    6 – San Telmo só existe aos domingos – a feira é ótima-, é uma feira dos antiquários que funcionam ao longo da rua de 2ª a 6ª e aos domingos montam barracas, totalmente descabida a comparação com a Rua do Lavradio.
    7 – Porto Madero com sua Ponte da Mulher também é um ótimo passeio. Ao atravessar a ponte, se chega à Reserva Ecológica de Buenos Aires
    8 – A livraria EL ATENEO GRAND SPLENDID da Av. Santa Fé é um dos passeios fundamentais. Funciona dentro de um antigo teatro que foi, durante muitos anos, o principal concorrente do Teatro Colón
    9 – A estação de Metrô Peru está, não só aberta para visitação, como funcionando. É uma estação conservada dos anos 30, nada foi modificado, a bilheteria, as roletas, tudo mesmo. E os trens nem se fala, todos de madeira por dentro, com postes e ganchos para se segurar dourados. lindo
    10 – O Las Violetas era o local dos intelectuais, possui extensa coleção de vitrais tudo dos anos 30 também, fica na Calle Medrado y Rivadavia, seu clássico é o chá das 5 chamado “María Calla Victoriana” . Ninguém deve sair de Buenos Aires sem ir ao Las Violetas.
    11 – A rede de farmácias Farmacity são uma perdição, eles tem isenção de impostos por isso são MUITO BARATOS e vendem todos os perfumes da linha Paulvic a preços incríveis (por volta de 10 a 20 pesos) é uma loucura, também vendem toda linha de maquiagem da Lacôme, Revlon, etc, etc.
    Sou formada em História e especializada em História da Arte, por isso te digo: não fale do que vc não sabe direito.
    Também não fique chateado mas tudo que listei acima são as dicas mínimas para quem pensa em fazer turismo em Buenos Aires. E todas essas dicas estão em qualquer site, para quem quiser ver.

  5. 5 silvia gutierrez 09/04/2011 às 02:26

    você realmente tá por fora. brasileiros sempre desdenham da agentina , dizendo que ela está afundada em crise . bobagem. brasileiro só conhece pontos turisticos de buenos aires , aliás só conhecem buenos aires. existem provincias lindas e que valem a pena conhecer. e essa comparação com o rio é realmente muitoooo estúpida.

  6. 6 Bruno Pimentel 03/05/2011 às 03:16

    Dei uma descuidada do blog (pra variar) e só agora vi esses comentários.

    Se vocês lerem direito eu não fiquei falando mal gratuitamente de Buenos Aires. Acho que eu fui até bem imparcial. Realmente só falei do que eu vi em 6 dias por lá, não vou querer saber mais do que alguém que vai todo ano e é especialista em história da arte.

    Mas se vocês preferem pensar que Buenos Aires é uma imensa obra de arte e não uma metrópole com benefícios e problemas normais de qualquer metrópole do mundo, por mim tudo bem. Sienta lá Claudita.

    E a comparação com o Rio foi realmente muitoooo estúpida. Desculpem cariocas, nosso Rio não tem comparação com lugar nenhum do mundo (bairrismo por bairrismo, fico com meu Rio).

  7. 7 Raquel Mello 02/01/2015 às 17:42

    Cristiane, você precisa relaxar. O post do cara foi super divertido, muito mais instrutivo do que qualquer um desses sites com dicas recicladas (ou quibadas). E aqui vai uma dica original: não apele para seu Lattes quando quiser defender um ponto.


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